O nosso cérebro está o tempo todo tomando diversos tipos de decisões. Consciente ou inconscientemente, fisiológicas ou emocionais, fáceis ou difíceis, nós somos movidos por decisões. Parece tudo muito simples e automático, mas quando precisamos escolher algo, que vai além de decidir o que colocar no prato no lindo Buffet cheio de comidas gostosas, tudo se torna mais complexo. O bom seria se pudéssemos cantar UNI-DUNI-TÊ, o escolhido foi… Apontar o dedo e a escolha fosse assertiva, apenas contando com a sorte e com a certeza que estará tudo certo.

Seria perfeito se soubéssemos usar nosso livre arbítrio para fazer as escolhas coerentes. Muitas vezes, não é o que acontece, utilizamos sem pensar muito nas consequências e a conta vem. Na verdade podemos e devemos pausar e ter paciência para as escolhas, avaliar e entender o processo para que possamos mudar a rota. Estar despertos e conscientes das nossas escolhas, tendo o entendimento que toda ação tem uma consequência. Somos responsáveis pelo caminho escolhido.

Nós só não fazemos porque estamos inseridos no externo, no modo, velocidade máxima e não nos damos aquele tempinho a mais para avaliar e pensar na decisão. Mas a decisão é nossa, o mundo não é uma máquina de satisfazer as nossas vontades, é preciso dizer sim a algumas coisas e não tantas outras. Até quando não escolhemos, decidimos escolher não escolher. O fato de decidir faz com que nos apropriamos da nossa jornada por aqui, um pouco mais. É recompensador nos sentir o dono da nossa própria caminhada, mesmo quando as escolhas inevitáveis, aquelas do acaso da vida que a gente não escolhe e que são as únicas opções que temos e precisamos escolher o que fazer com elas e como nos comportar diante delas. Ou a gente se entrega ou a gente se levanta. Ou fazemos algo ou deixamos a vida nos levar.

Ou cuidamos da saúde ou cuidamos da doença. Sempre há uma escolha para ser feita. Podemos cantar UNI-DUNI-TÊ e escolher no final da música, cantando V-O-C-Ê, bem separado e espaçado, para direcionar a escolha, mas continuamos nos vendo tomar a mesma decisão, nem sempre certa, repetidamente, acreditando que temos razão. Talvez mais fácil e “seguro”, mas é não tomar consciência.

Você pode se considerar uma pessoa indecisa, porém, quanto mais você se conhece ou busca esse conhecimento, mais fácil fica correr riscos, mas também de dominar o novo, aquilo que não sabemos o que pode acontecer.

E mesmo quando as nossas escolhas dão errado, podemos mudar de opinião, pois, só não muda de opinião, quem não tem uma, não é mesmo? E assim nos recuperamos, nos redirecionamos e prosperamos e mudamos nossas atitudes. E podemos fazer novas escolhas. Não é possível ter tudo sempre, mas é sempre possível mudar o rumo da nossa vida e escolher o plantio, porque a colheita é obrigatória. É difícil escolher, mas escolher é preciso. Viver é tomar decisões.

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