O vereador Professor Gilson (União) trouxe uma importante informação na sessão desta quinta-feira, 24.  Disse que Blumenau deixou de avançar em uma operação de crédito de cerca de R$ 60 milhões após a situação financeira do município resultar em nota C na Capacidade de Pagamento (CAPAG). Com essa classificação, o município não obteve a garantia da União necessária para viabilizar a operação.

A avaliação que resultou na nota final C aponta um cenário de desequilíbrio, principalmente na liquidez das contas municipais. Blumenau recebeu nota A no indicador de endividamento, B em poupança corrente e C em liquidez.

Os recursos perdidos, que totalizam R$ 58,6 milhões, seriam destinados para contenção de encostas no bairro Escola Agrícola (R$ 25 milhões) e para obras de drenagem urbana (R$ 33,6 milhões).

Para o vereador, a classificação na CAPAG não é a causa do problema, mas o reflexo da situação financeira do município.

“A CAPAG não é a culpada. A nota C mostra a situação em que as contas de Blumenau chegaram. Estamos falando de cerca de R$ 60 milhões que poderiam estar sendo investidos em obras importantes para a cidade. Isso é consequência de uma má gestão das contas públicas e, no final, quem perde é a população”, afirma Gilson.

“Parte desses recursos seria destinada justamente à macrodrenagem, ao saneamento e a obras em encostas. Blumenau conhece muito bem os efeitos das fortes chuvas e os riscos provocados tanto pelas cheias quanto pelos deslizamentos. A cidade precisa investir continuamente em prevenção. “Deixar de acessar cerca de R$ 60 milhões que poderiam contribuir com essas obras é uma grande perda para a nossa cidade”, completou o vereador.

O Informe conversou com o chefe de Gabinete da Prefeitura, Fernando Lenzi, e com a secretária da Fazenda, Laura Gehrke. Eles explicaram que a nota C era referente ao último ano da administração passada e que, em 2025, conseguiram avançar para a nota B. Como não havia liquidez, dinheiro em caixa, a nota permaneceu C.

Atribuem esta situação ao pagamento em dia, no ano passado, das parcelas patronais do ISSBLU, que fizeram as contas terminarem praticamente zeradas.

Sobre os caminhos futuros, afirmam que a Prefeitura terá que achar outra fonte, outros modelos e discutir a questão do ISSBLU, lembrando que os recursos citados pelo vereador Gilson são de financiamentos e não dinheeiro que a cidade deixa de receber.