Fiz Psicologia na PUC/RS, você sabe. Não fiz o curso senão por uma única razão: gosto dos entraves humanos a partir da consciência, tanto como gosto da felicidade que a cabeça nos pode dar. Nada existe fora da nossa cabeça, nada. E essa verdade que devia nos dar paz provoca ansiedade em muitas pessoas. É aquela história do não admitir o “fim” da história… Não houvesse esse “fim” haveria os infernos que nos foram ensinados, um inferno criado pelos humanos para pôr no cabresto os humanos que não pensam ou não sabem pensar. Todos os dias ficamos sabendo de safadezas de todos os tipos e de modo especial a mão no dinheiro público, safadezas de tipos ordinários que se acham alguma coisa, como, por exemplo, os safados que pensam que estão em algum “poder”. Poder tem quem deita e dorme à noite, dorme sem comprimidos e sonha com ela ou com ele… Já os trapaceiros deitam e não dormem. A vida feliz não é a vida do polpudo saldo bancário, a vida feliz é a do bom samaritano, o sujeito que faz o bem e não olha para trás e não fica esperando aplausos. Viver em paz, que é a única forma de vida que vale a pena, depende só de nós. Dependo de como vemos as coisas, os fatos, e depende de como administramos a nossa liberdade. As pessoas que foram bem educadas e que se mantiveram nos trilhos dessa educação tendem a ser mais felizes. Elas não sonham com os exageros nem ultrapassam a linha da decência, da honestidade. Mil vezes melhor ser pobre e feliz do que rico e “tossindo”. Já falei aqui que tribunal de justiça só existe um, um verdadeiro, quero dizer. E esse tribunal é o tribunal da nossa consciência. Podemos enganar a todos e até a mãe Joana, mas nunca conseguimos enganar a nós mesmos no silêncio do nosso convívio com nós mesmos. Nos hospitais psiquiátricos, extintos hoje, nunca foram achadas pessoas infelizes, pessoas ditas “loucas”, mas cujas cabeças não estavam nem aí, desligadas da vida social… O que não posso mudar é imutável, o que posso, eu mesmo, é mutável, desde que mudemos o modo de ver, avaliar e reagir. Essa é uma graça humana, mas… Vivida por raríssimas pessoas.

DITADO

Cresci ouvindo um ditado gaúcho típico de pessoas nem-aí, o que valia, e ainda vale, é a ideia. O tal ditado dizia – “Comer até encher o bucho”, significando comer bastante, até não ter mais espaço no estômago, no bucho. Já os japoneses centenários, habitantes das Zonas Azuis recomendam que não passemos de 80% da capacidade do estômago ao comer, seja o que for. Disciplina faz bem, indisciplina mata… A não ser atirar-se na decência, no respeito à lei, aí sim…

INFORMAÇÃO

A maioria do povo não lê jornal, não assiste a telejornais nem liga o rádio para ouvir notícias, para saber e reagir… O site UOL diz em manchete que – “Desvios, fraudes e corrupção: 69 parlamentares eleitos são investigados”. E o povinho, eleitor, não sabia de nada? E eu pergunto: só 69 dos eleitos são trambiqueiros? Ler, saber e ser correto é o único caminha da salvação, ouviste, Brassssilll?

FALTA DIZER

A estonteante maioria do povo entende de modo errado a palavra crítica, o verbo criticar, palavra de origem grega: kriticos. Essa palavra significa analisar, ponderar, avaliar, discernir, enfim, sobre algo bom ou mau em algo ou alguém. Muitos pensam que criticar é condenar, pode ser, pode não ser. Criticar pode ser “elogiar”.

 

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